frozen land


10/09/2007


Encontro

Acendeu um cigarro só pra sentir o gosto da droga que ela usava; Bebeu um copo de whisky e sentiu a melancolia que lhe rondava;

Andou pelas ruas como um louco desvairado, pra sentir a euforia que ela tinha e lhe fazia rir e chorar ao mesmo tempo;Ficou submerso na banheira até quando pode, pra sentir a overdose que corria nas  veias dela.

Se masturbou no escuro violentamente, so pra ver como era o sexo que ela queria.Ficou na ponta dos pés à beira do Precipício, pra sentir a vida que ela escolhia.

Por fim chegou ao quarto, ninho de seu amor onde ela não passava de um cheiro no travesseiro... 

 

 

Escrito por danieldefoe às 16h31
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mata-me de amor.

Quando olhei na esquina, lá estava ela radiante como a luz ao amanhecer.Vinha com seus passos lentos, seus cabelos languidos e seus labios carnudos, o olhar me deixava com medo e segurança ao mesmo tempo, era extremamente temperamental, nunca se sabe o que esperar dela, pode ser um tapa ou um beijo seguido de uma mordida, pois era amorosa mas sempre selvagem.

Seu vestido preto, a deixava ainda mais perigosa bem ao estilo NIKITA, mas eu a adorava, amava mesmo,por mais que ela me tratasse como um cão sem dono, adorava ser o sem dono dela.

Chegou e me apertou as buxexas, fez meus óculos se erguerem na face, e me beijou loucamente. Saiu correndo como louca e me fez ir atrás dela sem saber aonde. Aonde eu  estava me metendo. 

Assim era ela, até que um dia, bem um dia tudo acaba, e pra gente acabou também, senti um frio percorer meu corpo, olhei dentro de seus olhos e realmente pude ver, o que estava acontecendo. Algo quente escorria pelo meu peito, o sangue espirrou no seu decote e escorreu entre os seios fartos, meu coração bateu como nunca, ela me soltou e eu demorei a cair, ainda lembro do brilho vermelho como o sol em fim de tarde, da faca que ela usou.ela era assim e eu fui...

Escrito por danieldefoe às 16h23
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Amor em Preto e Branco

Estava no quarto, juntando suas coisas e colocando-as em uma mala velha, lembra que foi de sua mãe. No meio de suas lingeries estava perdida uma de Rebeca, e lembrou o porquê estava indo embora. Pegou a lingerie de Rebeca nas mãos e levou ao rosto, lembrou de como ela era bonita, Lembrou de como ja estavam acostumadas uma com a outra, como naquelas manhãs em que ao acordar encontrava Rebeca na cozinha preparando o café, com uma camisa curta que havia cortado e com uma calcinha minúscula,Sendo indiferente a ela, como se não tivesse sentimentos, mal sabia Rebeca.

Mas foi nessa manhã, essa em que ela arruma a mala, em que a rebeca se excedeu, ao encontrar Rebeca no quarto com Vitór seu melhor amigo, as lágrimas, lhe vieram ao olhos, seu rosto se enrubreceu de raiva, como podia ela?

Na carta que deixou em cima da mesa, tinha uma explicação:

Rebeca meu amor, já não posso viver assim com você sendo indiferente a min, minha vida esta se esvaindo, em amor e ódio, sei que nunca lhe falei diretamente sobre meu amor por ti, mas deixei claro em vários momentos em que passamos junto, sinto ter de lhe deixar, mas acho que vai ser mais difícil pra min, sempre te amei, e descobri que o amor doi.....adeus...

Ao ler a carta Vítor, lembrou da conversa que teve com Rebeca na noite passada, onde ela pedia que ele à ajuda-se a esquecer um amor impossível,o amor dela, pegou a carta e a comeu pois amava demais Rebeca que amava Ela.

Escrito por danieldefoe às 16h10
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09/09/2007


Uma Carta.

Agora estou sozinha,sentada na poltrona que era a sua preferida.Penso claro agora, em como poderia ter sido diferente.Sei que não adianta, o tempo não volta.

Sempre aceitei o que escolhi, o arrependimento agora é meu fiel escudeiro.Ontem me flagrei no espelho me preparando pra você.A mesa posta pra dois. no fim, a única coisa que me fez companhia foi o travesseiro, que ainda guarda seu cheiro.Apertei-o entre as pernas imaginando você dentro de min, mas a única coisa que me veio, foi o sono. Sinico e matreiro.

As paredes antes cumplices e falalnte, agora não passam de grades de uma cela torturante. Nem o sol agora tem a mesma cor, tuda na minha vida se apagou.

Culpa das minhas palavras mentirosas:                                                                                                                                                 não te amo mais!

Escrito por danieldefoe às 17h47
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17/08/2007


Roxo da cor de hematoma

Estava entre o sétimo e sexto andar, e esses, diga-se de passagem, não são meus números da sorte.

Notei em seu rosto algo de insano. No andar em que ela estava tinha um consultório psicológico, eu estava ouvindo o meu mp3 quando ela entrou, entrou e me deixou de boca aberta, devia estar ridículo. Ela parecia totalmente meu oposto eu estava quieto escondido no cantinho do elevador, ela entrou e dominou o espaço, valando muito e muito alto dava gargalhadas como se tivessem contado uma ótima piada, eu me senti muito mal com a situação, acuado como um gato diante de um cão feroz.

Quando desci  fiquei na porta do edifício esperando meu corpo se acostumar com a temperatura, fazia frio ela também estava na porta, e de repente, num impulso saltou diante de mim e começou a perguntar o que eu estava escutando, eu levei um susto e quase cai pra traz, e ela soltou outra gargalhada, me deixando um pouco constrangido.
Seu nome era Patrícia, deus sabe o que esse nome causa aos meus sentidos. Saímos   dali e fomos até um lanchonete tomar um chocolate quente, ela se dizia viciada em chocolate, eu acendi um cigarro, ela me repreendeu disse que cigarro matava, mas não me disse que amor também.
Me deu seu telefone e me recomendou que ligasse  assim que estive se em casa.Patrícia mal sabia eu.....

 

Um mês depois ela havia mudado os meus livros, os meus CDs, a minha cueca, a minha mesa, juntou as coisas delas às minhas, minha casa já tinha seu cheiro seu jeito não mais o meu. Agora eu tinha uma namorada, eu que mal sabia beijar, eu que mal sabia estar, você já deve estar se perguntando como isso vai acabar logo eu começo a escrever assim: - mas um belo dia..... Não é isso que esta pensando?  

Infelizmente não acaba assim, acaba  com uma tatuagem, quem é o burro que escreve um palavrão destes na bunda PATRÍCIA, bem eu fazia tudo o que ela queria, e ela , bem ela as vezes realiza um de meus desejos,  mas parecia dor que amor ela era cruel , mas eu como toda humanidade gosto de um sofrimento, mal sabia eu....

Que amor deixa marcas, marcas roxas como hematoma.

 

Escrito por danieldefoe às 17h24
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